Fim do Airbnb? A nova tendência é cota imobiliária para férias

A multipropriedade tem se desenvolvido no Brasil como uma alternativa inteligente e acessível de compra, e democratiza o acesso ao lazer e à posse de imóveis de veraneio. Além disso, é um ativo que une lazer, praticidade, potencial de valorização e a possibilidade de explorar o mundo. Mas a escolha de alugar ou comprar depende da frequência e do perfil do viajante. Entenda.

Modelo imobiliário oferece flexibilidade e acesso a resorts de luxo, com custo menor do que a compra de uma casa de veraneio

Setembro de 2025 – Ter um refúgio no campo ou à beira-mar é o sonho de muitos brasileiros, mas os altos custos de aquisição e manutenção tornam esse desejo distante para grande parte da população. Nesse cenário, o aluguel sempre foi uma alternativa, oferecendo flexibilidade e menos compromissos financeiros. Porém, um novo modelo vem conquistando espaço no mercado: a multipropriedade.

O sistema, que funciona de forma semelhante a um condomínio, mas com dinâmica própria, permite ao consumidor adquirir apenas uma fração de um imóvel, garantindo o direito de usá-lo em um período específico do ano. Com escritura individual e custos de manutenção compartilhados, a multipropriedade se apresenta como uma opção mais acessível e versátil do que a compra integral de um imóvel de veraneio.

Um investimento que se paga com o tempo

Segundo Roberto Know, CEO do Amazon Parques & Resorts, complexo turístico em construção em Penha (SC), vizinho ao parque Beto Carrero World, a multipropriedade pode representar uma economia significativa em comparação ao aluguel tradicional.
“Imagine que um aluguel de uma semana em um resort de alto padrão custe R$ 5 mil. Se você gosta de viajar com frequência, em 10 anos, gastaria R$ 50 mil. Já uma fração de multipropriedade, que lhe dá direito a uma semana de uso por ano, custa menos de R$ 70 mil e pode ser parcelada a longo prazo. Em pouco tempo, o valor investido se paga e você passa a desfrutar do imóvel sem custos adicionais, além da taxa de manutenção, que é compartilhada entre todos os proprietários”, explicou.

O executivo também destacou outra vantagem: a possibilidade de intercâmbio.
“Empreendimentos como o Amazon Parques & Resorts são afiliados a redes internacionais, como a RCI (Resort Condominiums International). Isso permite trocar a semana de uso por períodos em outros resorts de luxo ao redor do mundo, pagando apenas uma taxa. Ou seja, a sua fração pode se transformar em férias na Europa, no Caribe ou em qualquer outro destino global”, afirmou.

Modelo consolidado nos Estados Unidos e em expansão no Brasil

Nos Estados Unidos, a multipropriedade movimenta cerca de R$ 195 bilhões por ano, segundo a Associação de Multipropriedade (ARDA). No Brasil, o setor está em franca expansão. De acordo com relatório da Caio Calfat Consultoria, o mercado atingiu um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 92,7 bilhões em 2024, registrando crescimento de 16,6% em relação ao ano anterior.

As projeções para 2025 indicam que o modelo continuará em ascensão, impulsionado pelo aumento da demanda por lazer e flexibilidade, além da maior confiança do consumidor brasileiro nesse tipo de investimento.

Amazon Parques & Resorts aposta em multipropriedade

Com mais de 70% das cotas de sua primeira fase já comercializadas, o Amazon Parques & Resorts será administrado pela Wyndham Hotels and Resorts, uma das maiores redes hoteleiras do mundo. A parceria reforça a proposta de oferecer conforto, segurança e alto padrão de hospitalidade aos futuros proprietários.

Fundado em 2020, o Amazon Parques & Resorts atua com foco em empreendimentos imobiliários sustentáveis, integrando arquitetura moderna, bem-estar e práticas de responsabilidade socioambiental. O projeto em Penha pretende se tornar referência em turismo e hotelaria no Sul do país, oferecendo experiências de entretenimento alinhadas às demandas do consumidor contemporâneo.

Multipropriedade como tendência do futuro

Especialistas apontam que a multipropriedade responde ao comportamento de um público que busca experiências, flexibilidade e praticidade, sem abrir mão do conforto. A possibilidade de usufruir de um imóvel de alto padrão sem assumir sozinho os custos fixos atrai tanto famílias quanto investidores que enxergam no modelo uma alternativa segura de diversificação patrimonial.

No Brasil, a modalidade vem se consolidando como um segmento relevante do mercado imobiliário e turístico, capaz de gerar empregos, movimentar a economia e ampliar o acesso dos brasileiros a viagens de qualidade.

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